O post anterior, sobre frases de Napoleão, me traz à memória o filósofo alemão Friedrich Nietzsche.

No “Crepúsculo dos Ídolos” o posfácio tem o conto a seguir. Quando ele diz que “criadores são duros”, um dos seus inspiradores é exatamente Napoleão Bonaparte.

Outra coisa: Nietzsche definia os seus próprios pensamentos como a “filosofia do martelo”: derrubar crenças e destruir ídolos.

O MARTELO FALA

“Por que tão duro!” -falou ao diamante um dia o carvão: “não somos afinal parentes próximos?”

Por que tão frágeis? Ó meus irmãos, assim vos pergunto: vós não sois afinal — meus irmãos?

Por que tão frágeis, tão prontos a ceder e a amoldar-se? Por que há tanta negação, tanta renegação em vossos corações?

Tão pouco destino em vossos olhares? E vós não quereis ser destino e algo inexorável: como
poderíeis um dia vencer comigo?

E se as vossas durezas não querem relampejar e cortar e despedaçar: como poderíeis vós criar comigo?

Todos os criadores são em verdade duros. E venturança precisa parecer-vos imprimir a vossa marca sobre milênios como sobre cera, -

Venturança de escrever sobre a vontade de milênios como sobre bronze — como sobre algo mais duro do que o bronze. Totalmente duro solitariamente é o que há mais nobre.

Esta nova tábua, ó meus irmãos, coloco sobre vossas cabeças: tornai-vos duros!

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Originally published at https://ideiasesquecidas.com on April 9, 2020.

Project Manager on Analytics and Innovation. “Samurai of Analytics”. Passionate about Combinatorial Optimization, Philosophy and Quantum Computing.

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