Uma mulher pobre, mal vestida e faminta chega numa vila.

Ela bate a porta da primeira casa, a fim de pedir comida e abrigo. A moradora olha pela janela, mas não abre a porta.

A mulher vai à segunda casa da vila. Novamente, os moradores não a recebem dentro de casa.

Ela passa por todas as casas da vila, sem ser recebida por ninguém.

Ela fica num campinho, sem saber o que fazer.

Surge um moço, bem vestido, bonito e alegre.

Ele bate na primeira casa, que prontamente o recebe, com festa e alegria.

A seguir, ele vai visitar a segunda casa, e novamente, muita festa e alegria.

É assim em todas as casa da vila.

Depois que ele sai da última casa, passa pelo campinho.

Ela comenta: “Eu também passei por todas as casas, mas ninguém me atendeu.”

Ele respondeu: “Então venha comigo, vamos juntos a partir de agora.”

A mulher maltrapilha é a Verdade, e o homem bem vestido é o Conto.

Poucos abrem o coração para a Verdade nua e crua.

Todos abrem as portas para os contos e histórias. Mas histórias desprovidas de verdade são vazias, fúteis.

Elas devem vir juntas para atingir os corações das pessoas.

Fonte: Rachel Bacha, que interpreta a contadora de histórias Sherazade.

Originally published at https://ideiasesquecidas.com on January 27, 2016.

Project Manager on Analytics and Innovation. “Samurai of Analytics”. Passionate about Combinatorial Optimization, Philosophy and Quantum Computing.

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